Capa do blog.
Mostrando postagens com marcador Prosa e poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prosa e poesia. Mostrar todas as postagens

21 de dezembro de 2016

Eu lírico

Em constante mudança,
só conheço o eu de ontem

Meu eu-lírico está cansado,
mas meu corpo continua aqui

Fatos não fazem sentido,
me prendo apenas à poesia
.
Azevedo da Silva
Se vocês já prestaram atenção no gadget com a minha foto, sabem que essa era a poesia que ficava lá. Como o editei, resolvi postar o poema que é bem curtinho aqui, caso vocês queiram ler ele qualquer dia. Ah! Só mais uma coisinha: curtam a página do blog, por favorzinho! Hahaha (:


16 de novembro de 2016

Adeus, Dona Maria


Os olhos fundos e na pele as marcas de quem não pode esconder a alma, tampouco trancá-la. O cigarro entre os lábios finos e os dedos calejados. Eu observava seus passos imprecisos porém firmes.

Um caminho velho e uma vida triste. A morte parecia para ela iminente, espiando em qualquer esquina. Apesar de calejada pela vida, aquela senhora seguia.

Parei em minha casa e enquanto procurava as chaves imaginava quantas vezes aquela mulher não havia dobrado na mesma esquina. 

Quando encontrei o que procurava fiquei observando a velha mulher que, antes de virar no final daquela rua pouco iluminada, parou e jogou o cigarro no chão, desobrigando-se de apagá-lo.

Depois, singelamente dobrou a rua, como mãe que abraça um filho que a muito não via. Seu longo suspiro foi como vento em meus cabelos.


Azevedo da Silva

3 de julho de 2016

Banal


O motorista assobiava. Um homem escutava música no fundo do ônibus. Todos mudos para o mundo.

A melodia que saia dos lábios do motorista envolvia o espaço em melancolia. Tudo naquele momento bradava uma solidão esperançosa antes por mim desconhecida.

O ônibus parou para o próximo passageiro. Um homem velho com a barba por fazer, que embriagado sentou-se na primeira cadeira que viu. O motorista, que ainda assobiava, parecia não ligar para a cantoria do bêbado. O conjunto dos dois não soava como Caetano, mas certamente era incrível.

Posso afirmar com toda certeza que nunca antes havia presenciado tamanha demonstração da natureza humana. Aquele momento insignificante mostrou-me o mundo.

Assim éramos todos:
                                  alheios
                                        incompletos
                                                      únicos

Sinto falta de compartilhar minhas crônicas por aqui! Acontece que não tenho escrito muitas - ultimamente tenho preferido a poesia, sinto-me mais livre. Inclusive, esse texto foi escrito em poesia e só depois transformado em prosa. Enfim... tive inspiração pra crônica quando estava voltando da escola, em um dia chuvoso e nos 37's da vida. É estranho como a banalidade do dia a dia é poesia aos olhos de quem escreve. 

Azevedo da Silva 

12 de junho de 2016

Playlist & Poesia: Aos amores que inventei


Viciada na invencionática
invento amores
refaço as cores
dispenso as dores

Não consigo me desfazer
desses desamores
e das músicas velhas
carregadas de lembrança

O amor continua a me despedaçar
mas persisto inventado
Azevedo da Silva

4 de abril de 2016

20 linhas


Sim, eu ando muito sumida
A verdade?
Nunca estive encontrada.

Preciso me decidir,
parar de não terminar projetos
Já sinto falta do sentimento de missão cumprida
- essa lembrança descansa em mim como sonho distante.

Andei escrevendo tanto!
Vocês teriam orgulho se pudessem ler...
mas por enquanto o meu orgulho já basta.

Nesse meio tempo eu também me descobri de forma assustadora
- estou realmente impressionada com tudo que sei
e que posso.

É claro que estou omitindo muita coisa
- a parte ruim fica pra outro poema
Melhor vocês saberem de mim que estou tentando
- ou tentando tentar.

Qualquer dia apareço com a cabeça mais fria
- ou talvez mais quente
Já sou intensa demais pra me contentar com dez linhas...

Azevedo da Silva

28 de janeiro de 2016

Dez linhas


Tenho andado sem inspiração. Eu sempre me subestimei, dizia que não podia, mas agora, eu consigo! Acredito que tudo isso me trazia inspiração, e me fazia muito mal. 

Agora, de tanto poder, nem consigo... escrever um verso ou dois? Impossível! Mas eu tento, é claro. Não vou desistir do que eu amo.

No lugar de subestimar, estou substituindo. Tentando. Um dia chego lá! 

Por enquanto, eu me contento com dez linhas. Não faz mal. Outro dia ela me abraça de novo. Algum dia de julho.

Olá terráqueos! São 05:29, e a inspiração me abraçou por alguns segundos. O que acharam do texto? Estou tentado postar mais, e me acostumar com o nono ano (assustada porém confiante). Até outro dia! :)

3 de janeiro de 2016

Amor próprio


Se sentir bem e ter amor próprio são coisas que todas as pessoas almejam. Eu também.

Apesar de ser bem nova, fico feliz em saber que me amo. Porque pessoas morrem sem conseguir isso, pessoas morrem por isso.

Quando criança, sofri bullying por ser gordinha e negra, com cachos - ainda - indomáveis. Isso acabou com a minha auto-estima e a coisa que eu mais queria era ser branca, magra e de cabelo liso.

Com o tempo passei a aceitar minha cor e cabelo, e cada dia amo mais minha curvas.

Estou em lua de mel comigo, porque me amo. Sei que poderia me amar mais, mas não tenho pressa. Algumas coisas são questão de maturidade, e no momento, quero ser apenas eu e não apressar as coisas.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Um texto bem especial e pessoal para abrir o ano! Vai ser um ano muito especial por aqui - assim espero. Espero que me acompanhem nesta longa jornada.

XOXO :)

8 de dezembro de 2015

Marte


Me leve a sério
Me leve a Marte
Leve como uma pluma

Respeite o que penso
Aceite o que falo
Repense sua vida

Largue todo esse pessimismo
São mudanças mais do que necessárias
Mudanças são sempre necessárias

Plante uma flor,
e sinta toda a dor
da humanidade.

Se leve a sério
Voe para Marte
Livre como um pássaro

22 de outubro de 2015

PL 5069/2013 - Retrocesso e direito das mulheres


Depois de anos de luta, tudo perdido
Tudo não, mas quase isso
Mulher estuprada não pode mais escolher
Entre ter o filho ou não ter
Vai ter, sim
Vai ter mulher estuprada, sem direito a nada
Vai ter mulher sem condições de criar o filho
Vai ter mulher se suicidando
Vai ter mulher reduzida
À nada

Eles nem vão ver,
eles nem sequer vão saber
Aquela mulher da periferia
Aquela negra estuprada, violentada
Grávida, pobre
Eles nem vão ver

Vai ter mais cultura do estupro
Vai ter tudo isso, 
se brincar, até mais um pouco
Vai ter revolta
Vai ter quem não esqueceu da vítima

Eles são os ricos,
os brancos, os que mandam
Infelizmente, são eles mesmo
Os que não vão saber
Os que não querem ver
Os que não querem que ninguém veja

Eles conseguiram

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Feminismo pra quê? Feminismo pra quem? Hoje foi aprovado o PL 5069/2013, um projeto que dificulta o acesso à pílula do dia seguinte no SUS em casos de estupro. ~momento para reflexão geral da nação~ Sim, isso mesmo. Sim, é ridículo. Não, eu não estava exagerando.

Estava pensando a muito muito tempo em quando começar esse projeto de começar a falar sobre coisa séria. E sinceramente, isso não é sério, isso parece até irreal, parece até brincadeira, parece meme, parece idade média. Parece até 1915. Mas não, é 22 de outubro de 2015, são exatamente 18:59. É a realidade do nosso país.

Um país que tem uma bancada evangélica na câmara, um país com pessoas extremamente preconceituosas, e com pensamentos tão enraizados a ponto de sair gritando "BOLSOMITO" "#SOMOSTODOSCUNHA", ou até mesmo "PORQUE NÃO MATARAM TODOS NA DITADURA?".

Depois de anos lutando pelos direitos das mulheres, agora esse retrocesso. E preparem-se... vai ter mais.

15 de março de 2015

[des]Conhecida


E novamente eu sumi. Deixei-me levar, e fui. Foquei em outras coisas, me perdi e continuo em busca do caminho. Do caminho de volta. De volta pro antes, pro antigo, pro que era bom. Mas é velho. Era chato, mas era aquilo. Não era diferente, ou estranho. Não me perturbava. As antigas manias, e as músicas velhas.

Eu gostava assim. Eu não me importava se estava errado. Tinha o que era bom, era mais fácil. Não existiam as brigas ou os pensamentos de desistência.

Mas nesse meio tempo, eu descobri que a vida muda. Que a gente cresce, que as amizades mudam. E nos maus momentos você percebe quem sempre esteve aqui e você nunca deu bola. E quem nunca estava aqui, e você mais gostava. Que as grosserias são desgosto, e não preocupação. Que o afastar-se era só um pedido de aproximação.

Eu não sei se mudei. Só estou desfocada.
Como uma foto borrada. Como uma flor que foi deixada. Como uma música inacabada.

Como nada.

E é assim que eu me sinto. Incompreendida, incompreensível. Poderosamente sem valor para mim. Gritando pro silêncio, quem eu sou. Ninguém pode me escutar. Podem me ver, podem me ler. Mas por alguma razão, eu continuo verdadeiramente desconhecida.

[Leia escutando Fix You - Coldplay]

22 de fevereiro de 2015

Azul do Céu


A tempestade sempre vem. Guardada no nosso coração. No final, tudo está igual, e tão diferente. Dentro de você, tudo mudou. Mas permanece calada, para que o mundo não escute sua tristeza. Ou sua felicidade. Nada importa, se tudo é possível. Temos muito, e nada temos. Nos matando de viver, sem sonhar, sem amar. Almas colidindo, pessoas vivem, e morrem. Pessoas são, o que as dizem pra ser. Eu escolhi ser diferente, me disseram pra mudar. Sou estranha, confusa. Perturbada, e tão tranquila.

Estou em paz, e o mundo grita comigo.
Estou em conflito, e quem não está?... em conflito consigo mesmo. 

No final, eu recomeço. O começo já foi extinto, e ainda está aqui. Onde o preto torna-se branco, onde o azul do céu se vai no fim da tarde. E o verde dos seus olhos, já é cinza. Onde a paz e a guerra se abraçam. Não existem diferenças, onde todos são diferentes, e perfeitos. 

Um ponto nunca é o final. Paixão não é amor. Eu já nem sei quem ser, quem sou, e o que sinto. Sei que quero. Que consigo. Sorrio para o vento. Agarro a liberdade. Voando parada, de olhos fechados. Realidade é o que você quer que seja, não o mundo real. A vida é uma bela escolha, sonhar é escapatória. 

Sonhar é escrever seu futuro. É caminhar nas nuvens, uma passagem sem volta pra Lua. Sonhar é remédio, é problema, é viagem... é solução. É nada ver e enxergar, que o mundo é o que é, você é só você, você tem o poder, as escolhas, a vida; o tempo. Você pode_

3 de novembro de 2014

Alma Fraturada


Ás vezes mudar é preciso. Mas ás vezes não. Ás vezes é só a vontade de ser aceita, ou talvez nem isso. Um motivo, um algo... quem sabe um alguém? É, pessoas nos forçam a mudar. E atendemos, por motivos idiotas, por paixões rapidamente esquecidas. E quando nos damos conta, não somos nós. É nosso rosto, mas não é igual. É nossa alma fraturada.

Tantas vezes por bobagens tentamos nos mudar. Mas pra que tudo isso? Nem faz sentido se formos parar e pensar. Mas algumas vezes estamos tão ligados a certas coisas, tão obsecados em certas pessoas que é impossível não mudar. Ou não querer mudar. 

Uma paixão. Uma meta a se alcançar. Uma viagem a fazer. Um grupinho pra ser aceita. 
E olha, que só tô dando exemplos que lembrei nesse momento...

Imagina a quantidade. A quantidade de gente se sentindo assim, se mudando, se formando, se sentindo. Fraturando suas almas. Não, não estou exagerando. É  realmente absurdo tudo isso. Temos que nos aceitar, e nos dizem e nos afirmam isso. E a pessoa que disse isso pra você hoje entra na sua casa, se olha no espelho e diz que precisa de uma plástica, uma dieta. 

Mas será que isso é um pecado? Fraturar a alma? Se mudar? E será que somos os reais culpados pela criação do pecado. A perda de toda a inocência do mundo. Ou, vai ver, foi Eva e Adão que comeram aquela maldita maçã proibida, no bendito jardim do Éden, quando aquela maldita Cobra os "forçou". Será que a verdadeira macieira proibida, a cobra e Adão e Eva não estão dentro de nós mesmos? E se tudo não passar de uma metáfora? Se a macieira, o pecado, a cobra for a vida e, Adão e Eva forem nós, seres humanos.

O verdadeiro pecado, meus caros, está dentro de nós mesmos. E nossa inocência tenta prende-lo. Mas tem uma hora que a barreira quebra, e não á nada a se fazer...

25 de outubro de 2014

Realidade vs. Felicidade


Não me acorde desse sonho tão bonito. Porque a realidade lá fora, não é bonita assim. Podemos sonhar, podemos viajar, podemos crescer, ser quem quisermos ser. Realizar todos os nossos sonhos. Mas não aqui, nessa realidade tão brutal. Um outro lugar, um lugar distante. Onde seremos aceitos. Por favor, vamos fugir. Agora. 

Não diga nada. Viver assim, não é opção! Venha comigo, vamos encontrar a felicidade. Vamos juntos, em busca de um final feliz. Ou de uma história, uma vida pra viver. Um lugar pra esquecer... de tudo. Ei, não chore. Tudo vai se resolver. A realidade chama, mas não abra a janela. Feche-se pelo tempo preciso, mas não tanto tempo. Faça as malas, vamos fugir. Esse lugar não nos pertence. Como não o pertencemos. Em meio a tantas guerras. Vamos pegar o primeiro avião para a paz. O primeiro avião com destino a felicidade.

Está pronto? Pegue tudo. Todas as suas economias. Não se despeça das pessoas, a coisa está feia demais pra isso. Depois, quando estivermos longe de tudo isso aqui, podemos ligar, mandar um e-mail. Mas agora não. Venha, pegue minha mão. Vem! Não tenha medo. Abra a porta, levante a cabeça. Agora você está a poucos passos de sua felicidade. Não precisa temer nada! Eu estarei aqui, sempre. Nos momentos ruins, nos bons também. Como agora.

Estamos á passos da felicidade. Entregue seu bilhete. Não esqueça a mala. Voltar não é opção. Esqueça os tempos ruins. Só não esqueça, que eu te amo.

11 de agosto de 2014

Bêbado de Sentimentos


E lá estava ele. Pobre coitado! Apenas mais um das dezenas de bêbados que ali estavam. Vagando na escura noite da Selva de Pedra. Ele havia passado a noite no bar da angústia, e havia sido traído pela sua mulher, a senhora paixão, que um dia, bem antes daquele dia, chamava-se senhorita amor. 

O pobre bêbado andou e andou. Passaram-se casas, prédios, quarteirões, ruas, avenidas, e ele sem rumo continuava a vagar. A procura de que? - Ele se perguntava. Pobre homem, não sabia ele que ninguém tinha aquela resposta, a não ser seu próprio coração.

Andou mais um pouco e chegou a conclusão de que andaria apenas em frente. E isso foi o que fez.

Depois de algumas poucas horas caminhando em linha reta, o pobre homem chegou a um pequeno lago, envolto por uma linda floresta. Nesse lago havia um barquinho de papel. Ele o pegou, abriu e viu que algo estava escrito ou desenhado. Piscou os olhos, esfregando-os. Então, só assim conseguiu ver oque ali estava. Era um conjuntos de setas, cada uma apontando para uma direção. E embaixo dizia o seguinte: Gire três vezes e escolha sua direção.

O pobre homem fez isso, e em sua tontura pendeu para o lado esquerdo, caindo no chão. E então voltou a ler o papel. Atrás dizia: Agora siga pelo caminho que lhe foi escolhido. A primeira pessoa que você achar, cuidará de você até se curar. E quando você se curar essa pessoa será sua companheira. E você pode chama-lá de... amor.

O homem andou, andou, andou, e andou mais. A primeira pessoa que ele esbarrou, lhe ofereceu ajuda, e lhe levou para casa. E então ele se curou. E depois disso? Bem, então eles foram felizes. Se casaram, e ele nunca mais encontrou aquele laguinho. Dizem que aquele lago, era uma lenda bem antiga de sua cidade. E que a cada 75 anos isso acontecia com um bêbado qualquer. Ele se conformou e seguiu com sua vida. Agora, mais lúcido que nunca!

13 de junho de 2014

Sexta-feira treze


Cheguei em casa, corri pro meu quarto e me joguei na cama. Que dia. Papai e mamãe ainda não chegaram do trabalho, ainda bem, precisava desse silêncio por um tempo. Tomei um banho quente, vesti minhas meias favoritas e um moletom branco enorme de tricô.
Fiz chocolate quente, e me deitei. Liguei a televisão e estava passando Pretty Little Liars, aquele episódio eu já tinha assistido umas mil vezes então não prestei muita atenção.


Me virei para pegar o livro que estava lendo e meu celular para checar a caixa de mensagens, foi quando uma brisa leve bateu em minha janela e abriu a cortina. Um raiozinho de Sol escapou e invadiu meu quarto. Levantei. Abri a janela e, percebi o lindo final de tarde que se passava ali. Nunca tinha reparado no pôr-do-sol assim antes. É tão lindo!

Fiquei ali admirando. Apenas, admirei. Sem mais.

Peguei meu celular e vi que dia era. Dia treze. Sexta-feira treze! A melhor sexta-feira treze que eu poderia ter. Nenhum azar, magoa nem nada do tipo. Apenas sorrisos. Sorrisos os quais, eu nunca esquecerei. Nunca.


© Todos os Direitos Reservados | Theme Designed by Seo Blogger Templates | Adaptação completa por: Alan Calvin!
back to top